Homenagem ao meu filho Abá Yawara (abaixo do poema significado do nome)-
Poema para gatos
Silêncio,
eis a tarefa
de todos os gatos.
Poucos sabem perscrutar
(talvez ninguém em plenitude)
o grau de solidão necessária
ao saber auto suficiente
para ser felino e doméstico
em sua tarefa de monge
guardião do inextricável
em quem o homem não percebe
a metafísica natural,
recolhimento
saber
sensualidade
e aceitação.
Artur da Távola
No terceiro mês de gravidez tive um sonho que me indicou esse nome de poder: Abá Yawara.
Nome nativo de nosso Brasil, de origem tupi guarani e afrobrasileiro, e só depois eu e Nuno viemos descobrir que tb há outros significados em outras nações e para os povos e religões dos antigos.
Abá
-homem pessoa indio (tupi guarani);
-esperança (afro-brasileiro)
-poder de inventar as coisas, tudo o que imaginar poderá criar (africano)
-pai ou meu pai (hebraico)
-rei da selva (indiano)
- velho sábio em Nagô
Yawara
-gato, onça, lobo, jaguar, cão ( tupi-guarani)
-arte suave, flexibilidade, suavidade, ligado a artes marciais do judo, ajuste do corpo das articulações (japonês)
Abá Yawara junto sgnifica também para os povos antigos e Xamânicos e para os estudos dos Mitos e Histórias do arquétipo da Mulher Selvagem na Psicologia analítica:
-Homem Lobo;
-Mulher Loba;
-La Loba;
-Deusa de todas as coisas e de todos os seres;
-Aquele ou aquela que tudo sabe- La que sabé.
Nosso filho foi concebido na lua minguante no dia 12 de dezembro de 2009, após um lava pés do espetáculo o Banquete de Platão no Teatro Oficina, um banquete após a orgia de Dioníso em As Bacantes e em nome de Eros.
EvoÉros!

Salve! Somos todos Um.
Muita luz em seus corações.
Desejo sua opinião sobre o site que estou desenvolvendo.
https://sites.google.com/site/artesaosdoser/
TE AMO
- Rosam Cardoso -
Não preciso te conhecer pra dizer que te amo.
Seja lá quem você seja
és uma das faces do Ser no planeta.
Uma faceta que escorre pelas gretas
tentando safar-se.
Machuca.
Machuca-se.
Dá murro em ponta de faca.
Bate cabeça.
Dá as costas.
Enfrenta.
Não corre da raia.
Tropeça.
Vai aos trancos e barrancos.
Luta para estar vivo.
Aspira,
porque aspirar é da natureza de quem respira.
Te amo,
seja preto, branco, vermelho ou amarelo.
Sei que o elo vai além das considerações
e o que nos une transluz em batidas cardíacas,
em cadências e pulsares.
Pode, até, esconder-se nos confins da Terra,
mas não adianta, tua essência berra.
Não há nesga que não esteja contida,
que não seja acolhida
pelo sopro do amor.
Te amo e pronto!
Se queres o confronto,
se em alguma instância o desaponto,
põe um ponto.
Talvez reticências,
mas sempre existirá o nós.
Somos feitos de relações
e apesar de termos sentimentos que nos separam,
todos são um modo de amor que ainda não vingou.
Te amo
pela simples razão.
Por ser fato consumado.
Para além das estribeiras.
No entanto e sem intuito.
Fortuito ou arteiro.
Te amo árido,
cálido,
falido,
polido,
intransigente,
receptivo.
Não importa o adjetivo.
Te enxergo coração noviço,
em reboliço para entender o que se passa.
Para entender que aonde há fumaça
o fogo principia.
E se há fogo,
não haverá paz enquanto não se permitir incendiar-se
pela paixão do espírito.
Te amo.
E por mais que disfarces,
por mais que se distraia
com púrpuras e brilhos
te vejo como a mais rara poesia.
Um capricho do Grande Espírito
ao povoar sua casa.
Rosam Cardoso - 08 Janeiro, 2011 ás 17:36 |